Carta Aberta a Dom José Cardoso Sobrinho

Por Maite Tosta

 

 

          Excelentíssimo Senhor Arcebispo Dom José Cardoso Sobrinho,

 

 

 

Paz e Bem !

 

 

 

Sou católica, pertencente à Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, esposa e mãe, e gostaria de manifestar-lhe meu apoio pelo pronto posicionamento a favor da vida, no caso recente da menina de nove anos que sofreu abuso sexual por parte do companheiro de sua mãe.

 

 

 

Ao lembrar os envolvidos que eles incorrem em excomunhão latae sententiae, Vossa Excelência fez bem, a fim de evitar a confusão dos fiéis. É essa, sem dúvida, a firme atitude que esperamos de nossos pastores.

 

 

 

Nesse momento, em que essa menina precisava de apoio, de ajuda, de atendimento médico, psicológico e porque não, espiritual, vozes se levantaram para apontar uma saída “mais fácil”, que querem fazer crer que era a única razoável…

 

 

 

Logicamente, a situação da menina preocupa. Mas e os gêmeos? Não merecem nosso cuidado? Nossa preocupação? A vida humana não-nascida é tão vida quanto a nascida, e merece o mesmo cuidado. Por serem frutos de uma relação violenta, que não deveria ter sido consumada, não são humanos? Quer dizer que um feto é gente quando é desejado, e é coisa quando não o é?

 

 

 

O que é mais fácil para os envolvidos? Dar assistência, cuidar, acompanhar? Ou “eliminar o problema”? Mas… pergunto, mais fácil para quem? Afinal, essa menina vai crescer, não sem marcas deixadas por esse episódio. Apesar de todas as pessoas ao seu redor lhe dizerem que foi melhor assim, que seu corpo não comportava, que era gravidez de risco, que eram crianças frutos de violência e ela não precisava conviver com elas, que a lei não pune… ela sempre terá na sua consciência que consentiu na morte dos próprios filhos… essa é uma memória que não se apaga nunca, e que tem um gosto amargo.

 

 

 

A imprensa se refere, em seu afã de denegrir nossa Santa Madre Igreja, a padres que teriam cometido o crime de pedofilia… o próprio caso em questão, no entanto, nos lembra que o maior número de casos de pedofilia está dentro de casa, são os padrastos, os companheiros das mães, muitas vezes até mesmo com a cumplicidade delas… homens que têm parceiras estáveis e vida sexual ativa… então como se pode relacionar o celibato com a pedofilia ?

 

 

 

 Quanto às vozes que se levantam contra Vossa Excelência, isso só faz recordar que é bem-aventurança sofrer perseguição por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

 

 

Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? Realmente, está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia inteiro; somos tratados como gado destinado ao matadouro (Sl 43,23). Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou. Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Rm 8, 35-39)

 

 

 

Excelência, aceite o meu modesto apoio e minhas orações.

 

 

 

Que Nossa Senhora o cubra com seu manto,

 

 

 

Maite Tosta

 

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TOSTA, Maite. Apostolado Veritatis Splendor: CARTA ABERTA A DOM JOSÉ CARDOSO SOBRINHO. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5638. Desde 06/03/2009.

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