A nossa segurança está no Senhor Deus


 Por Leonardo Silva de Paula

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Realmente, cada vez mais, somos como que atolados, soterrados por dúvidas, questionamentos, perguntas, milhões de perguntas sem resposta.

 

E o homem realmente tem necessidade de perguntar e achar respostas para tudo, já que é apenas um mínimo grão de areia no meio de uma imensa praia que é todo o universo, toda a criação de Deus. A obra da criação é grande demais para que o homem a entenda e a desvende completamente no curto espaço de tempo que é sua vida. Afinal, “tudo o que se faz debaixo do sol, não é tudo vaidade, e vento que passa”?(Ecl. 1, 14).

O homem é um ser que está no mundo, mas não pertence a esse mundo. Devemos ter consciência cada vez mais de que nossa vida não é nada mais que uma passagem, uma peregrinação. Nosso destino está traçado, ou ao menos, nosso caminho, nossa via já foi construída por Deus.

 

Apesar de nossa história ter sido escrita e definida por Nosso Deus e Pai, Ele mesmo nos dá o direito de escolher se queremos ou não participar de seu banquete de glória, obter ou não suas graças, estar ou não em comunhão com aquele que nos amou acima de tudo e de todos. “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”, diz o evangelista sagrado, São João. (Jo 3, 16.)

 

Não é por pressão ou por obrigação que o Senhor nos quer perto Dele, e sim por amor, verdadeiro e desinteressado. Verdadeiro sim, por que se somos a imagem e semelhança de Nosso Deus, que é Amor, e Amor que ama verdadeiramente, somos criados por amor, no amor e para o amor. À nossa frente em nossa vida deve estar sempre os mandamentos do Deus Altíssimo, resumidos por Nosso Senhor Jesus Cristo em dois mandamentos de Amor: “Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito, e Amarás teu próximo como a ti mesmo”. (Mt 22, 37.39).

É o amor que deve ser o guia de nossa caminhada, de nossas ações, das escolhas que fazemos, já que o que escolhermos para nós afetará a nós mesmos, mas também aos outros.

 

E devemos ter para com Deus um amor desinteressado, sem reservas, sem pedidos ou exigências, como costumamos fazer, bradando aos céus por respostas às nossas questões e problemas.

Estamos nos acostumando a ver nossa relação com Deus como uma relação de barganha: fazemos algumas oraçõezinhas aqui, uma caridade ali e Deus nos dá, e imediatamente aquilo que tanto almejamos. Mesmo que não queiramos, nós, cristãos católicos estamos sendo constantemente bombardeados por essas teologias de prosperidade, de milagres, tão disseminadas, infelizmente, pelos irmãos protestantes em suas músicas e pregações que, cada vez mais, vêm penetrando na vida dos católicos, nos meios de comunicação da Igreja e até mesmo na Santa Missa!

 

Nosso Deus é mais que um Deus apenas de milagre, de barganha, é o Deus todo forte e poderoso, justo e fiel, aquele que mais do que milagres, nos deu a vida e compromete-se conosco o tempo todo. Por isso, não merece esse Deus que nos comprometamos igualmente com ele, usando de nossas faculdades mentais e espirituais, mesmo sendo fracos e limitados como somos?

 

Porque devemos ter a certeza, o Senhor sabe de nossas fraquezas, mas não nos julga conforme nossas faltas e sim segundo sua imensa Misericórdia. Devemos nos lembrar que o Senhor é justo, mas “O Senhor é lento para a cólera e rico em bondade; ele perdoa a iniqüidade e o pecado, mas não tem por inocente o culpado”. (Nm. 14, 18).

 

Amados, ainda que tenhamos dúvidas, muitas ou poucas, fortes ou fracas, nossa esperança deve repousar no Senhor. Todo o sacrifício, toda prova de amor que Jesus Cristo, Deus feito homem, passou por nossa causa, vale-nos a tranqüilidade da alma e a pureza de espírito. Não devemos temer o mundo, e “aqueles que matam o corpo” (Mt. 10,28), pois eles não podem exterminar a nossa alma. Somos “uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus, para publicar as virtudes daquele que das trevas vos chamou à sua luz maravilhosa”. (I Pd. 2,9).

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